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Especialista aponta principais tendências de TI para o próximo ano

Este artigo é o último de minha série sobre as principais tendências para 2015. Essas três tendências incluem o Big Data e a Internet das Coisas, Lagoas de Dados e o uso crescente da Nuvem Híbrida, tendências que ajudam a sustentar a Business Defined IT.

Big Data e a Internet das Coisas

O IDC previu que o big data irá crescer a uma taxa de 27% CAGR até a cifra de 32,4 bilhões de dólares até 2017, mais ou menos em vezes a taxa de crescimento geral do mercado de tecnologia da informação e da comunicação. Outros analistas, como Wikibon, estão ainda mais otimistas, prevendo receitas de 53,4 bilhões de dólares até 2017, à medida que novos negócios comecem a amealhar os benefícios reais da analítica do Big Data.

Em 2015, continuaremos a ver um crescimento sólido de ferramentas de analítica do Big Data tais como a SAP HANA e Hadoop, que são capazes de compilar resultados em questão de minutos ou horas em vez de dias. Plataformas preconfiguradas convergentes e hiperconvergentes irão acelerar a implementação das aplicações de Big Data.

Enquanto o Big Data de hoje em dia tem a ver mais com dados de negócios unidos às opiniões nas redes sociais, o Big Data de amanhã terá mais a ver com a Internet das Coisas (IoT), potencializando a comunicação entre máquinas, o que terá um impacto maior em nossas vidas.

A Internet das Coisas irá auxiliar na solução de problemas como pegada de carbono, transporte, energia, cidades inteligentes, segurança pública, ciências da vida, baseada na tecnologia da informação. O novo mundo da IoT irá criar uma explosão de novas informações que poderá ser usada para criar um mundo melhor. Análises de lotes serão substituídas por análises de streaming de dados para proporcionar análise em tempo real de dados de sensores, e mais inteligência será incorporada em ingestores de borda. Aplicações construídas em torno da Internet das Coisas serão apresentadas por empresas especializadas em análise de sensores e verticais, como segurança e saúde. Em 2015, as empresas de TI entrarão em parcerias com empresas de infraestrutura social para concretizar o potencial de um mundo de IoT.

A Hitachi Data Systems já começou a caminhar nessa direção, fazendo parcerias com outras divisões da Hitachi. Por exemplo, a HDS é parceira da Clarion, uma empresa membro do Grupo Hitachi e um Provedor de Soluções de Informações In-vehicle. Esta colaboração trará aos motoristas, companhias de seguros e manufatura insights úteis que levarão a um desempenho e segurança automotivas aprimoradas, aumentando o valor em todo o mercado crescente que atende a carros conectados.

Lagoa de Dados para o Analytics de Big Data

Ainda que continue a existir uma alta demanda por sistemas de armazenamento e computação empresarial dimensionáveis verticalmente, a intensificação da produção de dados não estruturados e o valor destes para a análise de Big Data irão requerer novos tipos de sistemas de armazenamento e computação distribuídos e dimensionáveis horizontalmente. Atribui-se a James Dixon, CTO da Pentaho, a criação do termo “lagoa de dados”.

"Se você pensa no data mart como um armazém de água engarrafada – limpa, empacotada e estruturada para fácil consumo – a lagoa de dados é um corpo de água extenso em um estado mais natural. Os conteúdos da lagoa de dados fluem de uma fonte externa para encher a lagoa, e vários usuários da lagoa podem vir examinar, mergulhar ou retirar amostras".

Esses sistemas de “lagoa de dados” irão conter quantidades massivas de dados e serão acessíveis por meio de interfaces de arquivos e web. A proteção de dados para lagoas de dados irá consistir de réplicas e não precisará de backups, já que os dados não serão atualizados. Codificação para eliminação de dados será utilizada para proteger grandes grupos de dados e viabilizar recuperação rápida. Open source será utilizado para reduzir os custos de licenciamento, e sistemas de computação serão otimizados para análise de redução mapeada. Camadas automáticas serão empregadas para atender a exigências de desempenho e retenção de longo prazo. O armazenamento a frio, armazenamento que não necessitará de energia para retenção de longo prazo, será introduzido sob o formato de fita ou mídia ótica.

A Nuvem Híbrida ganha tração

A adoção de nuvens híbridas, uma combinação de nuvem privada e pública, está ganhando tração. Analistas como os da Tech Pro Research sugerem que 70% das organizações estão utilizando ou avaliando o uso de nuvens híbridas. Com a concorrência crescente entre provedores de nuvens públicas, o custo mais baixo da largura de banda WAN e a habilidade de controlar o movimento para a nuvem pública por meio de meta dados retidos dentro das firewalls de nuvens privadas, a nuvem híbrida tornou-se uma plataforma eficiente para a execução de cargas de trabalho empresariais.

Uma grande parte dos dados criados para o Big Data e a IoT não será acessada com frequência, e seria adequada para um armazenamento de baixo custo em nuvem pública. Os dados poderiam ser enviados a uma nuvem pública, utilizando protocolos RESTful, enquanto os meta dados ativos permaneceriam em uma nuvem privada, por detrás da firewall.

Sistemas de armazenamento de objetos viabilizam a organização em camadas automatizada de dados em uma nuvem pública, ao passo que mantêm a encriptação e o controle de meta dados no interior de uma nuvem privada. É muito barato guardar dados em uma nuvem pública, desde que eles não sejam acessados. Mas ao mesmo tempo em que se armazenam dados na nuvem pública, é importante manter o controle sobre eles.

Aqui estão, portanto, algumas considerações sobre o uso de nuvens híbridas. É importante reter os meta dados sob controle, de modo a possibilitar a busca no conteúdo dos dados e somente recuperar os objetos de dados da nuvem pública quando os dados correspondentes forem encontrados. Os meta dados devem ser extensíveis, de modo que alterações no uso ou nas ligações para os dados possam ser associados aos meta dados.

Também é importante criptografar os dados antes de enviá-los à nuvem pública, pois não é possível saber onde eles se encontram fisicamente em qualquer momento, e se eles são movidos na nuvem é importante se certificar de que os dados não sejam deixados desprotegidos no dispositivo anterior.

Dados movidos para a nuvem também devem ser acompanhados por um hash, para que quando forem recuperados seja possível comparar o hash para garantir que nada foi alterado e se possa, assim, comprovar imutabilidade. Também se deve ter a flexibilidade para migrar dados no background, entre nuvens públicas, para atender às necessidades do seu negócio.

Concluo assim a minha série sobre as principais tendências para 2015. Foram elas:

1 – Business Defined IT
2 - Novos recursos que aceleram a adoção de plataformas convergentes e hiper convergentes
3 - Automação de gerenciamento
4 - Definido por Software
5 - A virtualização global acrescenta uma nova dimensão na virtualização do armazenamento
6 - Um maior foco sobre a recuperação de dados e o gerenciamento de cópias de proteção de dados
7 - O aumento da inteligência nos Módulos de Flash Empresariais
8 - Big Data e a Internet das Coisas
9 - A Lagoa de Dados para o Analytics e o Big Data
10 - A Nuvem Híbrida ganha tração


Escrito por Hu Yoshida é CTO Global da Hitachi Data Systems

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