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Grupo Multidata realiza campanha de doação de brinquedos para o Natal

Colaboradores e parceiros podem adotar cartinhas de crianças e adolescentes com deficiência que recebem acompanhamento do Cead

Os colaboradores e parceiros do Grupo Multidata poderão ser Papais Noéis das crianças e adolescentes matriculados e ativos no Centro de Apoio ao Deficiente (Cead), da Secretaria de Estado de Cidadania e Trabalho. Realizada por meio de parceria entre Cead e Multidata, a campanha prevê a adoção das cartinhas escritas para o Papai Noel com os pedidos de presente de Natal, que estão disponíveis no térreo do Centro Comercial Multidata, próximo à sala de reunião.

Com mais de 27 anos de atuação, o Cead auxilia a reabilitação e socialização de pessoas com deficiência física, auditiva, visual, múltiplas, intelectual e também síndromes, independente da idade. No local, são oferecidos orientação, acompanhamento e encaminhamento à saúde, educação, trabalho e lazer, assegurando a promoção da inclusão social. Atualmente, o Centro atende 271 deficientes matriculados e ativos provenientes de 21 municípios, destes 195 possuem de 0 a 14 anos, 35 de 15 a 21 anos e 41 pessoas têm mais 21 anos. “Mas alguns deles mesmo já tendo atingido a idade cronológica adulta ainda são crianças”, ressalta a pedagoga Olinda Carvalho dos Reis que integra o projeto há seis anos.

Segundo ela, as cartinhas foram escritas juntamente com os pais e com acompanhamento dos profissionais do Centro. “São coisas simples, que eles precisam muito como mochilas, material escolar ou brinquedos educativos. E todas elas possuem pelo menos duas opções, mesmo assim se não for possível atender o pedido feito é só entrar em contato que negociamos outro com o autor da carta.”

Olinda conta que normalmente as correspondências são enviadas para os Correios. “Infelizmente nossa experiência em anos anteriores não foi muito positiva porque poucas eram adotadas e eles (os usuários do Centro) ficavam decepcionados. No ano passado, nós mesmos (os colaboradores) monetizamos uma quantia e compramos diversas lembrancinhas para fazer o Natal deles mais alegre”, revela.

No Centro de Apoio, a distribuição dos presentes vai além do cumprimento da tradição da partilha de lembrancinhas, mas é também uma forma de distribuir esperança, uma vez que somada as dificuldades impostas pela deficiência as famílias enfrentam ainda o desafio de vencê-las com poucos recursos. A média salarial familiar dos atendidos varia entre um e três salários mínimos distribuídos para, em média, cinco pessoas (pai, mãe e três filhos), muitas vezes com mais de um deficiente na mesma casa. E, por isso, sem a adoção das cartinhas dificilmente as crianças e adolescentes do Cead recebem algum mimo na data.

Os presentes serão entregues no dia 14 de dezembro pelo ‘Papai Noel’. “Um irmão de uma colaboradora se veste de Papai Noel e vem aqui no nosso Natal. Foi motivo de muita emoção no ano passado. As crianças ficam encantadas. Esperamos que esse ano todas tenham presentes condizentes com sua necessidade e deficiência”, relata a pedagoga. 

Esperança

É o que espera também José Augusto, de 6 anos, que possui deficiência visual e é membro de uma família de oito filhos, sendo três deficientes visuais atendidos pelo Centro – atualmente apenas dois estão ativos porque o irmão mais velho foi reabilitado e hoje está apto a atuar no mercado de trabalho. O pequeno, que carrega um lesão na testa fruto de travessuras típicas da idade, tem se rendido à ansiedade de ver o Papai Noel chegar com seu carrinho de controle remoto ou caminhão “grandão de puxar”.

E enquanto o irmão, de 15 anos, conversa com orientadores sobre localização em ambientes com piso tátil, o desejo de saber se o “Papai Noel vai trazer o presente” de José Augusto quase impede sua mãe – Joana de Almeida Santos, de 42 anos – falar sobre o desejo do mais velho de ganhar um MP3. “Pode ser usado ou ‘do camelódromo’. É pra (sic) ajudar na escola”, explica a mãe sobre o presente ao mesmo tempo em que o pequeno promete que se a cartinha for atendida vai “estudar direitinho no ano que vem”.

Também com o objetivo de apoiar o desenvolvimento que Kennia Alves de Souza, de 43 anos, mãe de 4 filhos - com 6, 9, 10 e 18 anos – espera que a filha Georgia de Souza Rodrigues Chein (18) receba a “boneca que fala” pedida na carta, para ajudar a menina a desenvolver a habilidade. “Falar é a maior dificuldade dela. Teve um dia das crianças que deram uma boneca que falava e aí ela começou a falar, repetindo as frases. Eu sei que ela começou a falar por causa da boneca, quero outra para ela continuar a melhorar isso”, afirma a Kennia.

A mãe de Georgia guarda no sorriso largo e tímido a força de uma mãe que viu a filha, com apenas 4 anos, adquirir a deficiência por causa de um erro médico. “Ela foi internada com virose, trocaram os remédios, e ela saiu desenganada pelos médicos. Deram uma semana só para ela e hoje ela tá (sic) aqui comigo”, fala Kennia com ar de vitoriosa, que mudou a rotina da família matriculando os outros três filhos em uma escola próxima ao Cead para facilitar o acompanhamento de Georgia, feito as terças e quintas-feiras.

Apoio e ajuda são fundamentais para que o deficiente consiga se sentir integrante e ativo da sociedade. O coordenador geral do Centro, Trajano Figueiredo, que é deficiente visual e também já foi um dos reabilitandos do Cead, conta que perseverança e a esperança são fundamentais para seguir em frente. Leia abaixo o relato do exemplo de superação, Trajano Figueiredo:

Motivação: história de quem também já precisou da magia de um Papai Noel

[Por Ana Helena Borges]

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